Zuckerberg assume já ter pensado desligar o Facebook

Recortes de Zuckerberg durante um protesto fora do Capitólio dos Estados Unidos

Depois da revelação de que 87 milhões de dados foram utilizados indevidamente pela Cambridge Analytica e que 29 milhões de utilizadores foram vítimas de um ataque informático, agora o problema é uma investigação do The New York Times (NYT).

Recorrendo a relatos de executivos e colaboradores da empresa, o jornal detalhou como nos últimos dois anos o Facebook tem falhado na resolução das crises em que está envolvido.

Numa chamada telefónica com jornalistas, em que o Observador participou, Zuckerberg defendeu-se:

“Disse já várias vezes que fomos muito lentos a detetar a interferência russa, mas sugerir que não queríamos saber da verdade ou que escondíamos o que sabíamos, é falso”.

Como a rede não tem conseguido gerir sempre os casos de discurso de ódio na plataforma — por exemplo, o Facebook é utilizado no Myanmar como uma ferramenta para apelar ao genocídio dos Rohingya –, Zuckerberg assumiu:

“Estamos a trabalhar com parceiros no terreno para evitar mais riscos. Já pensámos [em desligar o Facebook].”

“Houve casos em que considerámos desligar o Facebook. E já o fizemos. São casos em que estamos preocupados com questões de privacidade e segurança. Houve um caso, penso que no início — isto foi à volta de 2010 — quando um programador lançou uma coisa que era um problema de segurança ou privacidade e punha as pessoas em risco. Por isso, desligámos o sistema.

Recentemente, fizemos o log out forçado de todas as pessoas que podiam ter sido afetadas por um erro de segurança”, assumiu Zuckerberg.

 

Mark Zuckerberg criador do facebook“Quando conectas mais de 2 mil milhões de pessoas, vais ver todo o bem e mal da humanidade”

Essa foi outra frase dita pelo criador do Facebook que marcou essa entrevista.

E se parassemos um pouco para refletir sobre a maneira como temos usado o “poder da internet”? Refletir sobre o que publicamos, como também sobre aquilo que lemos, sem antes conferir a veracidade daquele conteúdo.

Cada vez mais, vemos que é necessária essa auto reflexão por parte de cada um de nós, para que possamos contribuir de forma positiva para a sociedade em que vivemos, e não trairmos os nossos valores em virtude de fake news ou boatos.

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Fonte: observador.pt

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